Sabe que eles tem razão,
e eu não páro mesmo quieta.
Por conta disso tive tantas contrações
que ontem pensei estar em trabalho de parto.
Hoje fiquei de castigo.
Mas...Como fazer, se o que gosto de ver é:
a árvore montada, com os enfeites de Natal espalhados.
Alguns, sobre as toalhinhas novas, aquisição deste ano.
Bombons na cesta,
flores na sala e no quarto,
presentinhos (mal) embrulhados na sala,
com fita e papel que eu mesma comprei.
Lembrancinhas para festa do maior encomendadas,
e roupinhas para chegada do menor devidamente guardadas.
Comidinhas gostosas na geladeira,
mimos de maternidade organizados,
enfeite de porta a ser entregue,
assim como o que resta do enxoval que pedi reparo.
A camisola da maternidade precisa de acerto.
A banheirinha está para ser buscada.
Fazer tudo isso exige movimento.
O mesmo que ele faz depois,
tentando sair da barriga
a estocadas.
Escrito por justme às 22h45
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Acho que sempre entendi
uma parte nao-dita de meu pai.
Suas travessuras, suas surpresas às avessas.
Viagens de final de semana para Salvador,
bicicletas no Natal,
jóais para minha mãe (que não ligava a mínima)
carro com laço vermelho na garagem.
Havia os presentes por culpa,
e aqueles por orgulho próprio.
Mas também havia alguns mais sensíveis.
Hoje, se peço ele não traz.
Se não peço, a casa se enche de flores do CEAGESP.
O cachorro foi mais uma.
Sorte do menino.

Escrito por justme às 20h13
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Então chega o dia em que você não se preocupa apenas
se ele vai respirar à noite, ou se vai comer frutas.
E começa a se preocupar
em como ele vai tratar o mundo
e como o mundo vai tratar dele.

Os meninos podiam ser irmãos.
Mas são primos.
Ou, como eu gosto de pensar
Irmãos disfarçados...

Escrito por justme às 19h52
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