Escrito por justme às 22h17
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Claro que eu, como todo mundo,
desejo ter de tudo o melhor.
Mas as vezes, a gente encontra o melhor em promoção,
ou se contenta com uma peçinha bem garimpada da C&A,
e sai feliz,
achando que fez bom negócio.
Pois com a escola de seu filho não será assim.
O melhor não está em promoção.
O barato está nas salas sujas, no material velho,
no tom da voz dos atendentes...
E digo uma coisa:
Você só vê uma escola,
enquanto ela não vê você.
E amanhã ele começa na escola.
Já tem mochila, já tem horários.
E tem pais que, mesmo querendo fugir do clichê,
estão um pouco receosos.
Afinal, hoje é o último dia em que esse produto é 100% familiar.
A partir de agora, quais as influências que chegarão à essa criança?
Quem foram os professores dos professores dele?
Quem são os pais dessas crianças desconhecidas???
Nós estamos entregando um moçinho amável, calmo,
que interage com facilidade, embora não seja de chamegos com estranhos,
uma criança que adooora mexirica,
que ama o primo mais velho,
imita com precisão o barulho dos carros, motos e aviões,
e dorme fazendo carinho na gente.
Será que é esse mesmo o menino que vai voltar?
Pois enquanto tomava banho,
a terapeutizada aqui lembrou
das falas da Dna Velhinha.
" Afinal, que onipotência é essa
a de achar que só você tem o de melhor para alguém???"
Frase que serve para muitos casos:
crise pós-demissão, finais de namoro,
ou pais desajustados.
Escrito por justme às 17h09
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