Escrito por justme às 22h38
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"Quanta verdade tristonha ou mentira risonha uma carta nos traz..." (Em certos casos, no que é pior acreditar???)
Voltei a ler o Nelson Rodriques. Em uma de suas crônicas ele escreve sobre uma carta anônina, e afirma que, por ser anônima, esta é a única carta que fala a verdade...
Certa vez recebi uma carta anônima, de um admirador secreto. Tentei, sem descobrir, saber qual o tímido enviara a carta. Sem nenhuma autoridade no assunto, alguem sugeriu que a letra era de mulher, e a brincadeira de mau gosto. Então, vem o pior da história. Desconfiada de uma menina com quem eu não ia com a cara, convenci uma amiga de pedir emprestado a agenda dela, mas não encontrei nenhum indício criminoso que apontasse sua autoria na carta. Tive que suspender as suspeitas, mas não a antipatia. Aliás, para ela dei uma das minhas melhores respostas deseducadas. Veja a cena: Eu na minha, na aula de educação física da qual eu era dispensada por conta do joelho podre, chega a pessoa que, notem, nunca falava comigo. Me olha e diz: "Posso te fazer uma pergunta?" E eu, imediata: "Não". A cara dela foi impagável.
Melhor que esta só quando um ex-namorado com quem havia brigado ligou depois de uns dias e disse "Só liguei para ouvir a sua voz". E eu, com espirituosidade: "Quer que eu cante???"
E hoje espirituoso e impagável foi meu cunhado, imitando suco de abacate. Não dá nem pra tentar explicar, mas merecia o Oscar da interpretação!!!
Escrito por justme às 16h53
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